Considerado o “ladrão sorrateiro da visão” glaucoma atinge mais de um milhão de brasileiros
Conhecida como uma doença silenciosa, o Glaucoma é a segunda principal causa de cegueira (irreversível) no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
No dia 26 de maio é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, uma forma de alertar e conscientizar a população. Por ser uma doença crônica e sem sintomas, reforçar essas questões é fundamental para o diagnóstico do Glaucoma.
O oftalmologista do HCO, Cláudio Picosse, explica que em um primeiro momento a pessoa percebe o início da perda da visão lateral e, em seguida, manchas podem se formar na parte frontal do olho. Essas manchas podem aumentar levando à perda total da visão. “O Glaucoma é uma doença do nervo óptico (neuropticopatia) com vários fatores de riscos, como: hereditariedade, elevação e flutuação da pressão ocular, idade elevada, miopia, doenças cardiovasculares, enxaqueca, diabetes, raça, o uso prolongado de corticóides tópicos ou sistêmicos, entre outros”, explica o oftalmologista.
Dados da OMS indicam que, em todo o mundo, 65 milhões de pessoas já foram diagnosticadas com a doença, sendo que desse número 900 mil são brasileiras. A Organização Mundial da Saúde prevê, até 2020, haverá um crescimento mundial de 20 milhões de indivíduos com glaucoma. Os números mostram a importância de abordar o assunto e alertar a população para a doença.
O especialista ressalta que o glaucoma não tem cura, mas pode ser controlado. “Por ser uma doença silenciosa, por isso é imprescindível que as pessoas façam visitas freqüentes ao oftalmologista. O diagnóstico precoce é um fator importante no controle da doença e os exames periódicos especializados devem ser realizados regularmente”, afirma Picosse. Ainda de acordo com o médico, o tratamento é feito através de medicamentos que são de uso tópico (uso local) na sua maioria e, em alguns casos, de uso sistêmico (ingerido ou injetado).

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